Desafio agora é unir meios de pagamento
Por Thaís Folego
Diferentes canais deixam de ser aditivos para passarem a agregar mais valor Entre as instituições financeiras, os bancos costumam sair na frente quando o assunto é inovação. Mas em relação a canais - seja de atendimento, distribuição ou relacionamento -, não basta criar diversos meios sem integrá-los. "Na década de 70, para ganhar escala, os bancos começaram a usar a mecanização. Nos anos 90, veio a automação, com os ATMs, e nos anos 2000 a internet e o mobile", faz uma retrospectiva Hideraldo Dwight, gerente-geral da unidade de gestão de canais do Banco do Brasil. "O desafio e a tendência agora é integrar todos esses canais alternativos à agência oferecidos aos clientes, para maximizar o seu uso." E isso serve para qualquer tipo de serviço ou produto financeiro. Na área de seguros, Dwight dá o exemplo da apólice de automóvel. Depois de ser contratado pelo site do BB, o cliente recebe um SMS (Short Message Service) no celular com o link de onde pode ser encontrada a apólice. "Os canais deixam de ser aditivos para passarem a agregar valor", explica o gerente do BB. Ainda no celular, o banco lançou recentemente um serviço que permite o saque de dinheiro sem o uso do cartão chamado "Saque Sem" que usa o celular. Para usar a solução, o cliente tem de se cadastrar em um terminal de autoatendimento do banco. Feito isso, basta enviar uma mensagem de SMS para a Central de Atendimento do BB ou acessar a conta corrente no portal do BB. O cliente recebe o código que deverá ser informado junto com a senha na hora de fazer o saque no ATM. Dwight conta que também já há soluções para TV digital e para videogames. É só uma questão de encontrar parceiros. "Na TV digital, dependemos do modelo comercial que as emissoras vão adotar", explica o gerente.
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Fonte: Brasil Econômico
02/08/2010
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